segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Os celulares são o vilão da vez...
da Efe, em Londres
O uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, segundo um estudo internacional supervisionado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), cujos resultados preliminares foram publicados pelo jornal britânico "The Daily Telegraph" no sábado (24).
Com um orçamento de 20 milhões de libras (22 milhões de euros), a pesquisa --que durou uma década e será divulgada até o fim do ano-- oferece provas de que as pessoas que abusam do celular se arriscam a sofrer tumores cerebrais a longo prazo.
Uso do telefone celular pode ter relação com vários tipos de câncer, segundo um estudo feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
As conclusões preliminares indicam que existe "um risco significativamente maior" de ter um tumor cerebral "relacionado ao uso de telefones celulares durante um período de dez anos ou mais", afirma o jornal.
De acordo com o "Daily Telegraph", o estudo Interphone questionará as garantias que os governos costumam dar sobre a segurança desses aparelhos e aumentará a pressão para que as autoridades de saúde divulguem conselhos mais claros.
A diretora da pesquisa, a doutora Elisabeth Cardis, professora do Centro de Pesquisa em Epidemiologia Ambiental (Creal) de Barcelona, disse que, apesar da "falta de resultados definitivos, vários estudos, embora sejam limitados, sugerem um possível efeito de radiação de radiofrequência" gerada pelos celulares.
"Portanto, estou de acordo, em geral, com a ideia de restringir o uso [de celulares] a crianças, embora não iria tão longe em proibir os telefones celulares, já que podem ser uma ferramenta muito importante", disse Cardis, citada pelo jornal.
A especialista também defende "meios para reduzir a exposição" aos celulares, como a utilização de dispositivos handset --que permitem usar o telefone sem as mãos-- e o uso moderado do aparelho.
Uma porta-voz da Creal em Barcelona afirmou que o estudo coordenado por Cardis inclui vários dados de cidadãos de vários países, e acrescentou que é um trabalho muito complexo que "só será divulgado no final deste ano".
O estudo Interphone realizou pesquisas em 13 países e entrevistou a 12,8 mil pessoas --entre saudáveis e pacientes com tumores--, a fim de investigar se a exposição aos celulares está vinculada a três tipos de tumores cerebrais e um tumor da glândula salivar.
Pesquisas anteriores sobre os efeitos dos celulares na saúde foram pouco conclusivas, mas o projeto supervisionado pela OMS indica, por exemplo, que seis em oito estudos Interphone revelam um maior risco de sofrer de glioma (o tumor cerebral mais comum).
Um porta-voz da Agência de Proteção da Saúde (HPA) do Reino Unido disse que, "por enquanto, não há provas sólidas" sobre os efeitos nocivos do uso de celulares.
Já um porta-voz da associação de operadores de telefonia celular indicou que mais de 30% dos estudos científicos sobre esse assunto não encontraram nenhum impacto negativo para a saúde.
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Fonte da Imagem: http://minhavictoria.net/blog/wp-content/uploads/2009/08/cancer.jpg
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Sem Privacidade com o nosso consentimento
Mais uma matéria assustadora de como estamos sendo cada vez mais vigiados e com o nosso próprio consentimento.
Celulares modernos arriscam cada vez mais privacidade e segurança
LINDA GEDDES
da New Scientist
Há certas coisas que você não deseja compartilhar com desconhecidos. No meu caso, por exemplo, tive várias mensagens de texto muito pessoais enviadas pelo meu marido, durante os primeiros dias do nosso relacionamento.
Gravadas no cartão de meu celular --mas invisíveis no meu celular atual e, assim, esquecidas-- aqui estão elas agora, exibidas em toda a sua glória na tela do computador de um estranho.
Próxima geração de telefones celulares será usada para manter o controle de sua saúde, do dinheiro da loja e fazer transações de pequeno porte
Próxima geração de telefones celulares será usada para manter o controle de sua saúde, do dinheiro da loja e fazer transações
Em uma sala sem janelas de uma propriedade industrial em Tamworth, no Reino Unido, três analistas de celulares em camisas azuis, sentados em seus terminais, examinavam com cuidado o conteúdo do meu telefone e sorriam.
"Se serve de consolo, nós teríamos encontrado as mensagens, mesmo se você as tivesse excluído", diz um deles.
Mais embaraçoso ainda, mensagens de texto não são a única coisa com que tenho que me preocupar. "Isto é uma foto de seu escritório?", outro pergunta.
"E você comeu pizza na noite de segunda-feira? E por que você se desviou de sua rota ao trabalho para visitar este endereço em Camberwell, Londres, no sábado?"
Análise forense de celular
Eu estou na DiskLabs, uma empresa que trabalha com análise forense de celulares para a polícia do Reino Unido, e também para outras empresas privadas e indivíduos que desejam bisbilhotar empregados ou cônjuges suspeitos.
Fico espantada de saber da quantidade de informações pessoais que podem ser recolhidas de nossos aparelhos e cartões de memória utilizados.
Uma década atrás, as memórias de nossos telefones podiam basicamente lidar apenas com mensagens de texto e uma lista de contatos. Atualmente, os últimos smartphones (celulares inteligentes) lançados incorporam GPS, conectividade Wi-Fi e sensores de movimento.
Eles fazem automaticamente downloads de seus e-mails e compromissos do computador do escritório, e vêm com a capacidade de rastrear outros indivíduos em sua vizinhança imediata. E há muito mais para vir.
Entre outras coisas, você poderia usar a próxima geração de telefones para manter o controle de sua saúde, do dinheiro da loja e fazer transações de pequeno porte --algo que já está acontecendo no Ásia Oriental, por exemplo.
Phishing além dos PCs
Essas mudanças poderiam muito bem ser exploradas da mesma maneira que o e-mail e a internet podem ser usados para "phishing", por meio do qual se obtêm informações pessoais delicadas, como dados bancários.
De fato, algumas fraudes relacionadas a telefones celulares já estão surgindo, inclusive uma que usa celulares reprogramados para interceptar senhas de contas bancárias de outras pessoas on-line.
"Os celulares estão se tornando uma parte importante de nossas vidas", diz Andy Jones, chefe de pesquisa de segurança da informação da British Telecommunications. "Confiamos e dependemos cada vez mais deles. Com isso, o potencial para fraudes só aumenta."
Assim, quão seguros estão os dados que armazenamos em nossos telefones? Se estamos começando a usá-los como diários e carteiras combinados, o que acontece se os perdermos ou forem roubados? E se simplesmente os utilizarmos como parte do pagamento para comprar outro?
De acordo com a Aliança para Design e Tecnologia Contra o Crime do Governo do Reino Unido (DTAAC, na sigla em inglês), 80% dos cidadãos do país mantêm informações nos aparelhos que poderiam ser utilizadas para cometer fraudes --e cerca de 16% deixam seus dados bancários em seus telefones.
Eu pensava que o meu Nokia N96 iria me reservar apenas umas poucas surpresas, já que eu o estava usando por somente algumas semanas quando o submeti à Disklabs. No entanto, seus analistas provaram-me que estava errada.
Sports Tracker
Além das mensagens de texto guardadas no meu cartão de memória, as informações pessoais mais detalhadas que podiam ser recolhidas em meu celular vinham de um aplicativo chamado Sports Tracker.
Ele permite que os usuários meçam seu desempenho atlético ao longo do tempo, e eu o estava usando para medir o quão rápido eu poderia pedalar por Londres para ir ao trabalho.
Ele registra a distância percorrida, a velocidade mais rápida em diferentes pontos do percurso, mudanças de altitude e aproximadamente quantas calorias eu queimei.
Mas quando a DiskLabs baixou os dados para seu computador e navegou pelo Google Maps e Street View, eles foram capazes de obter imagens da frente do meu escritório e da minha casa --com o número da residência claramente visível.
O Sports Tracker também registrou a que horas eu normalmente saía de casa de manhã e quando eu voltava do trabalho. "Eu poderia te perseguir com exatidão", diz Neil Buck, analista sênior da Disklabs.
Eu tinha escolhido deliberadamente deixar o Sports Tracker ligado. E muitas outras pessoas podem não ter parado para pensar como esse tipo de programa pode ser usado contra elas.
Latitude
Em fevereiro, o Google lançou Latitude, um software para smartphones que compartilha a sua localização com os amigos.
Ele pode ser desativado, mas o grupo Privacy International está preocupado com as configurações complexas do programa, e diz que é possível que o Latitude transmita a sua localização para outros sem o seu conhecimento.
"O Latitude pode ser um presente para stalkers [perseguidores], empregadores vigiando, parceiros ciumentos e amigos obsessivos", adverte a organização.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Quem trabalhou com telecomunicações entende os motivos dele...
Outro empregado da France Telecom se suicida
Um funcionário da France Telecom se suicidou nesta segunda-feira (28/09) de manhã no oeste da França, levando o número de suicídios entre trabalhadores da empresa desde fevereiro de 2008 aos 24.
A notícia, revelada pelo jornal Le Dauphine Libéré, foi confirmada pela direção da empresa.
O funcionário, de 51 anos e pai de dois filhos, se atirou de um viaduto às 09h39 (07h39 GMT) em Alby-sur-Chéran, no departamento de Alta Sabóia e, em uma carta à sua mulher, culpou a empresa por sua decisão, segundo disse fonte sindical.
"Este homem foi transferido há alguns meses de um serviço de relações com empresas a uma central de atendimento em Annecy (capital de Alta Sabóia)", disse Christian Pigeon, do sindicato Sud-PTT.
O CEO da France Telecom, Didier Lombard, compareceu ao local durante a tarde, afirmou um porta-voz do grupo de telecomunicações.
Em 15 de setembro, após sofrer pressões do governo, a France Telecom afirmou que iria adotar métodos de gestão "mais humanos" para tentar deter a "espiral infernal de suicídios" entre seus funcionários.
Didier Lombard afirmou que não é possível por fim às restruturações da empresa, que conta com 102 mil trabalhadores, como pediam os sindicatos.
Após uma série de suicídios e casos dramáticos, os sindicatos pedem que as fábricas não sejam fechadas e que as demissões e transferências de casa e cargo parem.
Essa política é, de acordo com os sindicatos, a origem real do mal-estar dos funcionários da empresa, ex-estatal que abriu seu capital em 1996 e que tem, em sua maioria, acionistas privados, desde 2004.
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Peste Negra...
Universidade vincula morte de cientista a bactéria que ele pesquisava
O Centro Médico da Universidade de Chicago disse que a infecção responsável pela morte de um cientista pode ter conexão com uma bactéria que causa a peste bubônica.
Divulgação
_Yersinia pestis_, bactéria causadora da peste bubônica, pode ter sido causa da morte de pesquisador que trabalhava nela, diz universidade
Yersinia pestis, bactéria causadora da peste bubônica, pode ter sido causa da morte de pesquisador que trabalhava nela nos EUA
No sábado (19), a universidade disse que seu pesquisador estudava a genética da bactéria causadora da doença, a Yersinia pestis. Ele morreu no dia 13 de setembro. Seu nome e idade não foram informados.
O centro médico disse que a bactéria na qual ele trabalhava provinha de uma linhagem enfraquecida, que não causava a doença em adultos. A linhagem foi aprovada pelo Centro de Doenças para Controle e Prevenção dos EUA, com fins de estudos laboratoriais.
A autópsia não detectou a causa exata da morte, mas encontrou a presença da bactéria. Mais testes serão feitos. Nenhuma outra doença foi encontrada, segundo a universidade.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Cerco Fechando?
França está prestes a aprovar lei que pune pirataria com corte de internet "Pirata" poderá ficar um ano sem acesso à rede, além de sofrer multas equivalentes a R$ 795 mil e tempo na prisão
A França deu mais um passo na terça, 15, para oficializar a lei que dará às autoridades poder para cortar o acesso à internet de adeptos da troca ilegal de arquivos. A aprovação na Câmera Baixa do Parlamento contou com 285 votos a favor vs. 225 deputados contrários. Agora, falta uma etapa para a lei entrar em vigor: passar pelo crivo de uma pequena comissão de senadores e membros da Assembleia.
Segundo cálculos do Ministério da Cultura do país, a norma pode privar, a cada dia, cerca de 1000 usuários da conexão à rede.
Enquanto as indústrias de entretenimento comemoram a provável adoção da medida, na esperança de que a pirataria caia a níveis ínfimos, críticos questionam se as liberdades civis não estarão irremediavelmente comprometidas. Ainda não se sabe, por exemplo, como a vigília governamental funcionará - uma das hipóteses prevê que internautas instalem um software especial, possibilitando o rastreamento de movimentos suspeitos. Mas nada está definido.
A versão legalizada da lei é, na verdade, mais branda do que outra ainda pior, descartada como inconstitucional. O Senado francês aprovou, em julho, a revisão da Hadopi 2, apelido da High Authority for the Broascast of Content and the Protection of Internet Rights ("alta autoridade para a transmissão de conteúdo e proteção de direitos da internet").
A diferença entre a versão inicial, proposta em janeiro, e esta nova é basicamente a seguinte: antes, a Hadopi (gerenciada por um núcleo administrativo) tinha poder para cancelar o acesso à rede por conta própria, após reincidência do usuário "pirata". A lei revisada desloca a um tribunal de direito a decisão de mandar a internet do infrator para o espaço. Em outras palavras: só um juiz poderá bater o martelo sobre o caso (como o governo francês quer agilizar o processo, ele terá média de 5 minutos para dar o veredicto).
Quem corre risco de ser delatado pela Hadopi: o usuário apanhado três vezes seguidas tentando ferir direitos autorais de filmes, músicas etc. Ou seja, a pessoa que ignorar os avisos, vindos por e-mail e carta registrada, pode ter o acesso à internet privado em um ano. Punições mais duras abrangem multa de 300 mil euros (R$ 795 mil) e/ou prisão por até dois anos.
Os "negligentes" também entram na reta do governo. Caso dos pais que não supervisionem apropriadamente os filhos - depois de comunicados despachados pelo ocnselho administrativo, o acesso familiar à rede será interrompido por um mês, além de multa de até 3,750 euros.
Tanto a Hadopi original quanto seu "filhote" recém-aprovado foram amplamente estimulados por Nicolas Sarkozy, presidente francês e marido da cantora e modelo Carla Bruni-Sarkozy.
Em março, por conta desse apoio, o mandatário envolveu-se num improvável imbróglio com o duo norte-americano MGMT. Na ocasião, Andrew Vanwyngarden e Ben Goldwasser ameaçaram processar o UMP (sigla para União por um Movimento Popular, partido de Sarkozy). Motivo: a faixa "Kids" foi usada sem autorização em um congresso político.
"Normalmente, o MGMT não mistura música e política. Mas o fato de o UMP usar nossa faixa sem permissão - enquanto, simultaneamente, empurrava uma política antipirataria - nos pareceu um pouco louco", a banda declarou, em comunicado, à imprensa internacional. As duas partes acabaram entrando em acordo.
"Estou muito feliz com este voto", disse Jean-François Cope, líder do UMP, sobre a lei aprovada na terça, segundo a agência de notícias Associated Press. "Valida um texto que respeita a balança do interesse de todos."
Recém-alçado a ministro da Cultura do país, Frederic Mitterand apostou na satisfação da classe artística. "Artistas irão lembrar que nós finalmente tivemos a coragem para quebrar a postura laissez-faire ['deixa fazer'] e proteger seus direitos de pessoas que querem transformar a internet numa utopia libertária."
A "utopia libertária" também é vista com maus olhos pela britânica Lily Allen, que, esta semana, colocou a boca no trombone contra membros do Radiohead e do Pink Floyd que apoiam a troca de arquivos gratuita.
Em outro cerco à pirataria, Janet Napolitano, secretária do Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos, comunicou em agosto a intenção de implantar "novas direções" nas alfândegas do país. Assim, oficiais poderão vasculhar bagagens, à caça de mídia eletrônica ilegal.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Geração de Desatentos
Executar tarefas múltiplas diante do computador é ineficiente, diz pesquisa
Quem faz muita coisa ao mesmo tempo, como assistir ao YouTube, escrever um e-mail e falar ao telefone, não faz nenhuma dessas coisas muito bem, segundo relatório da Universidade de Stanford divulgado na segunda-feira (24).
Os pesquisadores que publicaram o estudo na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" disseram que os resultados os surpreenderam. Eles buscavam descobrir o segredo para fazer várias tarefas ao mesmo tempo (prática conhecida como "multitasking" em inglês) em mídias, mas descobriram, em vez disso, uma ampla incompetência.
"Pessoas que fazem muito multitasking são muitos ruins em multitasking. Quanto mais você faz, pior você fica", disse o professor de comunicações de Stanford, Clifford Nass.
"Multitaskers" compulsivos têm mais problemas para focar sua atenção, organizar informações e trocar de tarefas rapidamente, escreveram os pesquisadores da universidade.
Após fazer testes com cerca de cem estudantes da universidade, os cientistas concluíram que "multitaskers" de mídia crônicos têm dificuldade para focar em uma coisa só e não conseguem ignorar informações irrelevantes.
Nass afirmou que a prática está se espalhando cada vez mais --alguns empregos exigem que trabalhadores mantenham uma janela de mensagens instantâneas sempre aberta-- e os cientistas ficaram surpresos com os resultados da pesquisa.
"Sabíamos que o multitasking era difícil do ponto de vista cognitivo. Pensamos: 'que tipo de habilidade especial é essa que as pessoas têm que permite que façam mil coisas ao mesmo tempo?' Em vez de descobrir coisas que estavam fazendo melhor, descobrimos coisas que estavam fazendo pior", disse o professor de sistemas simbólicos da Universidade de Standford Eyal Ophir.
O lado bom dessas distrações pode ser que fazendo muitas coisas ao mesmo tempo em mídias diferentes, você pode ser o primeiro a perceber algo de novo, afirmou Ophir.
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Não deixa de ser surpreendente uma notícia dessas. A vida moderna exige que as pessoas estejam "conectadas" o tempo inteiro. Ouvindo música, conversando no MSN, assistindo televisão e lendo notícias no Google Reader, ou seja, fazendo tudo e não fazendo nada ao mesmo tempo.
O mais interessante é que somos praticamente forçados a viver nesse ritimo, são tantas opções de "lazer" que nos são oferecidas que ficamos tentados e com medo de perder alguma coisa no meio de tudo que está acontecendo, o medo de se sentir "desantenado".
Realmente existia uma espécie de senso comum de que estavamos criando uma nova cognição, na qual seriamos capazes de realizar multi-tarefas e o pior, as novas gerações praticamente são criadas para viver nesse ritimo. Não devemos estranhar então que um dos aplicativos do momento no mundo digital é o Twitter, afinal quem consegue prestar atenção em mais de 140 caracteres...
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Vida Digital
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Atos Secretos na China
Portais chineses exigem identidades de internautas após ordem secreta do governo
Sites de notícias da China começaram a exigir a novos usuários que registrem suas identidades verdadeiras antes que possam publicar comentários, informou o jornal britânico "Guardian".
Essa prática já foi rejeitada por empresas de internet e usuários no passado. A maior população usuária de internet do mundo --com cerca de 340 milhões de usuários-- é pesadamente fiscalizada, mas tende a resistir a mais restrições.
Uma proposta de 2006 para introduzir registros com nomes reais em sites que hospedam blogs foi derrubada, mas poucos parecem ter notado a introdução da nova política nos principais portais chineses, como Sina, Netease e Sohu.
O jornal "The New York Times" relatou que a mudança da política resultou de ordens secretas do governo emitidas em julho, citando editores-chefe anônimos de dois dos grandes portais afetados.
Eles disseram ao jornal que um dos órgãos fiscalizadores da internet supervisores da internet considerou a ordem uma declaração secreta, impedindo a mídia de publicar qualquer coisa a respeito.
Um editor disse que a mudança foi introduzida em segredo porque "a influência da opinião pública na internet ainda é muito grande".
Em agosto, a China tinha oficialmente recuado quanto ao plano de pré-instalar o controverso software de filtragem de internet "Represa Verde" em todos os computadores pessoais vendidos no país. Isso aconteceu após um forte protesto on-line e um pesado lobby de empresas fabricantes.
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